NA MAÇONARIA, NÃO HÁ AMPARO INCONDICIOANAL.

13 de Setembro de 2026

 Ano 20  Artigo 37 Número Sequencial 1.100   13 Setembro 2026

Saudações, estimado Irmão!

NA MAÇONARIA, NÃO HÁ AMPARO INCONDICIOANAL.

Consta, em várias literaturas, que a Maçonaria é uma instituição de amparo. No entanto, devemos ter o discernimento de que há várias nuances a serem tratadas, tanto em âmbito interno quanto externo.

São inúmeros os amparos, denominados como caridade, solidariedade, filantropia e beneficências maçônicas. Contudo, não iremos tratar das campanhas ou de seus resultados, mas da motivação delas e do quanto devemos estar atentos à ação.

Vamos resgatar a ação de Lojas Maçônicas brasileiras durante o período da escravatura. Existem registros de coletas entre os Irmãos para a compra de cartas de alforria. A mola motriz não estava na pena da condição do escravo (caridade), mas no sentimento moral de que nenhum homem pode escravizar outro homem. Não era simplesmente “comprar” a liberdade do escravo e deixá-lo “solto/perdido” na sociedade, sem condições mínimas de sobreviver. Havia um arcabouço estruturado eticamente para seu bom encaminhamento social.

A MORAL IMPEDE OS MAUS HÁBITOS. A ÉTICA FAVORECE OS BONS COSTUMES.

O francês Émile Durkheim é considerado um dos pais da Sociologia moderna. Ele não entendia a solidariedade como uma ação material, mas como uma força que mantém os indivíduos unidos em uma sociedade. A verdade dessa premissa ecoou entre os Irmãos e trouxe a coesão social, acreditando que estas ações “externas” fortaleceriam a união “interna” entre os membros, que se sentiriam cada vez mais conectados e supostamente protegidos.

É neste ponto que invoco o título do artigo, para lembrar aos Irmãos de que a Maçonaria proporciona a seus adeptos vantagens morais, e não materiais. As vantagens morais servem para o desenvolvimento e a firmeza de um caráter ilibável e, por ele, a compreensão dos nossos deveres sociais e aos Sãos Princípios da Maçonaria.

Verdadeiros Maçons não cogitam proveitos materiais. Logo, diante dos que, quando assim pretendem, os laços de fraternidade maçônica são quebrados, não devemos nem podemos proteger os que fogem das responsabilidades e se desviam do caminho da moral e da honra.

Todavia, não estaríamos traindo nossos juramentos de fraternidade?

Não! Se aquele a quem um dia foi dada a Luz, você o reconheceu como Irmão, e este se tornou cego pela ambição ou por impuros sentimentos, transformando-se, assim, em um mau filho, um mau pai, um mau esposo ou, mesmo, um mau cidadão, ele não se torna um mau Irmão, ele simplesmente deixa de ser Irmão, pois foi ele quem desprezou a irmandade.

OS AMPAROS MORAL, ÉTICO E MATERIAL MAÇÔNICOS

SÓ ACONTECEM SE HOUVER BOAS E JUSTAS RAZÕES.

Portanto, deixo um chamamento aos Irmãos. Não permitam a presença em nosso meio dos elementos refratários aos nossos ensinamentos, condutas e Princípios. Caso um membro se torne insensíveis à ação de nossa Moral, temos o dever de separar o joio do trigo, visto que a má conduta é recorrente, desestabilizando colunas e trincando boas pedras.

A não aplicação de nossas leis aos delinquentes coloca-nos na condição de coniventes, ficamos em pé de igualdade com aqueles três maus companheiros e passíveis de suas penas.

Duas décadas de compartilhamento do que aprendi com o único propósito de ofertar às Lojas material para o QUARTO DE HORA DE ESTUDO, ATIVIDADE OBRIGATÓRIA DE UMA LOJA MAÇÔNICA, e também uma salutar provocação dominical aos amados Irmãos. São artigos curtos e objetivos, a fim de dar espaço à pesquisa, entre o pouco que sei e o muito que desejo que os Irmãos se aprofundem sobre os temas.

Salamaleico - Robur et Furor

Fraternalmente

Sérgio Quirino

Minas Gerais Shrine Club

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